terça-feira, 24 de março de 2015

esA voltará para o competitivo e assume a posição de titular pela KaBuM

Feliz, mas com medo. É assim que André "esA" Pavezzi afirma estar se sentindo ao ser liberado para voltar a competir em campeonatos oficiais de League of Legends. Banido por elojob em 24 de março do ano passado, o AD Carry entrará para a line-up titular da KaBuM, organização da qual já fazia parte como coach, e sabe da responsabilidade que terá a partir de agora.
"A expectativa em mim é muito grande, tanto da organização quanto do público", admite o cyber-atleta. Ele recebeu a suspensão em plena ascensão na carreira. Depois de brilhar no Seven Wars, equipe que surpreendeu com atuações espetaculares no início da temporada 2014 e que conquistou o 3º/4º lugar na Intel Extreme Masters São Paulo daquele ano, esA entrou para o CNB e-Sports Club para substituir a estrela André "manajj" Rocha, em uma mudança que causou muita polêmica por conta da popularidade de mana.
Logo nos primeiros dias de CNB, surgiram as denúncias do envolvimento de esA nos casos de elojob. Aliás, o AD Carry era um dos responsáveis pela Elo-Rocket, empresa de elojob onde inclusive nasceu o Seven Wars. Ele acabou afastado pelo CNB e depois dispensado, quando a Riot Games confirmou o ban dele e de mais 12 cyber-atletas pelo período de um ano. 
"Eu sabia que iria ter uma punição, mas não pensei que seria tão alta. Eu sinceramente não achei justa, poderia ser bem menos tempo, mas, como eu fiz a 'cagada', sofri com as consequências". Foram muitas dificuldades, com ataques e ofensas diversas pela internet. "Foi a pior fase para mim. Todos estavam me criticando e quase ninguém me dava apoio, tanto por ter sido banido como por ter substituído o mana, que era um grande jogador", relembra esA.
Símbolo da primeira ban wave por elojob, AD Carry esA está liberado para voltar a competir
Nessa época, esA teve a oportunidade, com o apoio da mãe, que mora no Japão, de se mudar para a Coreia do Sul, referência mundial em League of Legends. Ele poderia treinar e conviver com alguns dos melhores jogadores do mundo. Mas recusou a proposta. Preferiu permanecer no Brasil, mais por motivo pessoal do que profissional. "Minha vó mora aqui e faço companhia para ela", conta.
Família e amigos foram essenciais na "recuperação" de esA, que teve de se calar diante das críticas da comunidade. Ele sabia que estava em situação delicada para responder. "Se eu falasse algo poderia complicar mais".
Por isso, esA deu tempo ao tempo e, ainda que tenha pensado em parar de jogar competitivamente, fez parte de equipes como Frequency e Jayob e-Sports. Os meses passaram, e a comunidade parece ter perdoado ou dado uma nova chance ao AD Carry, que realmente terá uma nova oportunidade de provar seu valor.
Liberado pela Riot, esA entrará na line-up titular da KaBuM, que passará por mudanças após o desempenho ruim no 1º Split do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL). O time terminou na 7ª colocação do torneio e precisará disputar a série de Promoção contra o 2º colocado do Circuito Desafiante para voltar à elite brasileira. 
Ziriguidun (esq.) e esA (dir.), hoje na comissão técnica da KaBuM, formarão a bot lane da equipe

Apesar de a KaBuM afirmar oficialmente "ainda estar estudando a melhor forma de inclusão de esA e ziriguidun no cenário competitivo", o MyCNB apurou que os dois jogadores formarão a bot lane da equipe na sequência da temporada. A dúvida é em qual time. Explica-se: pensando na possibilidade de a KaBuM.Orange não vencer o Promotion e ficar de fora do 2º CBLoL, a organização montou um time mix, chamado o papai chegou (ppc), para tentar uma das três vagas do Circuito Desafiante. Assim, a line-up será montada em cima da equipe que se classificar. 
Em nota, a KaBuM ressalta que a criação do ppc foi uma "ação dos jogadores, que viram uma oportunidade de ganhar ritmo de jogo nessa volta ao competitivo". A empresa apenas "autorizou essa disputa paralela porque entendeu que ela poderia ajudar na reintegração dos jogadores ao cenário competitivo".
O Support Pedro "ziriguidun" Ferreira não fez parte da primeira série de bans e, por isso, ainda continua cumprindo pena. Por pouco tempo. A suspensão dele acaba em abril, estando liberado para participar dos torneios oficiais no segundo semestre. "Não vejo a hora de poder jogar novamente. Depois de passar um ano vendo tudo de pertinho aqui pela KaBuM, a vontade vai só aumentando", conta ziriguidun ao MyCNB.
Ele era o Support da KaBuM quando foi suspenso e chegou a deixar a organização, mas voltou logo depois, passando a ser treinador, cargo que ocupa até hoje. "Quando eu recebi o ban, achei que teria que voltar pra minha 'vida normal' e abandornar tudo, mas a KaBuM me deu a oportunidade de ficar como coach e isso até que me ajudou a evoluir como pessoa e jogador", acredita.
Ziriguidun afirma ter praticado elojob durante um ou dois meses, por conta própria, com o objetivo de comprar um computador, mas teve que usar o dinheiro de outra forma (que prefere não revelar). Então, decidiu se dedicar ao sonho de defender um time do tier 1. O ban interrompu o início da carreira dele. Entretanto, o Support quer retomar o tempo perdido, com o aprendizado de "pensar duas vezes antes de tomar uma decisão".

Fonte: MyCNB
← Postagem mais recente Postagem mais antiga → Página inicial