domingo, 8 de março de 2015

Olleh, ex-paiN, diz que ama conversar com seus fãs!


Passados três meses após a saída da equipe de League of Legends do paiN Gaming, o Support Kim “olleh” Joo-sung ainda lembra do Brasil com muito carinho. Pelo Facebook, o sul-coreano costuma mandar mensagens para os fãs brasileiros, que demonstram afeto e admiração. "Eles são apaixonados. É maravilhoso para mim e é por isso que quero me comunicar. Eu amo conversar com meus fãs e quero saber o que eles estão pensando", conta.
O Support conversou com exclusividade com o MyCNB. Ele respondeu ao contato da Reportagem em menos de um dia e aceitou o pedido de entrevista com muita simpatia, uma das principais características do coreano, que, na passagem pelo Brasil, esbanjou carisma.
Olleh confessa que, em um primeiro momento, ficou "assustado" com o público brasileiro. "É muito barulhento", analisa. "É difícil se adaptar aos torcedores brasileiros. Mas, depois, eu passei a adorá-los".
O jogador chegou ao Brasil em maio do ano passado, ao lado do conterrâneo Han “Lactea” Gi-hyeon, em meio a uma fase ruim do paiN na Liga Brasileira - Série dos Campeões. Com os coreanos, a equipe se recuperou, saiu da última colocação e avançou à Fase Eliminatória da competição, disputada em Fortaleza, em junho. Foi o primeiro contato de olleh com o público do Brasil.


Ele conta que teve dificuldades para se adaptar à cultura local, porque era a primeira vez que jogava em outro país. "Tive que me esforçar para me adaptar". Mesmo assim, adorou o tempo em que passou por aqui. "Eu fui muito feliz quando estive no Brasil. Há muitas pessoas boas".
Pelo paiN Gaming, olleh conquistou o Desafio Internacional da X5 Mega Arena #2, o Razer Challenge Brazil e o classificatório brasileiro para a Intel Extreme Masters San Jose e ainda participou da Liga Brasileira, da Final Regional Brasileira e da Brazil Gaming League (BGL). "Eu lamento não ter feito o meu melhor, mas cumpri promessas para os fãs, como chegar ao top1 do Challenger com Support e mostrar como carregar um jogo de Support".

Por não terem conseguido o visto de permanência no Brasil, olleh e Lactea tiveram que ir embora e voltar à Coreia do Sul logo após a IEM San Jose, nos Estados Unidos, em dezembro. Se pudesse, olleh afirma que continuaria no paiN. Mas o Support seguiu seu caminho e encontrou um novo time, o Hong Kong Esports (HKE), de Hong Kong, que conta com veteranos do League of Legends mundial, Wang "Stanley" June e Wai "Toyz" Kin.


Para olleh, porém, o reconhecimento internacional dos companheiros não é suficiente para formar uma equipe forte. "Eles são famosos no mundo, mas não são jogadores top. Eu tenho melhor visão de jogo e é por isso que sou o shot-caller".
Questionado se voltaria a defender uma equipe brasileira, o Support disse não ter planos para o futuro da carreira. "Eu realmente amo meus fãs e amigos brasileiros, mas quero me desafiar em outro país", conta, afirmando que aceitaria jogar em outro time a não ser o paiN Gaming. "Tenho confiança de que faria desse time o melhor".
CBLoL
Mesmo longe e com fuso horário desfavorável, olleh tem acompanhado partidas do paiN no Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL). "O cenário brasileiro está melhorando", opina o Support. "INTZ, Keyd, paiN, CNB e KaBuM estão fazendo o CBLoL mais forte".
Ele avalia também o seu substituto na bot lane, o francês Hugo "Dioud" Padioleau, que, assim como o antecessor, tem carisma para conquistar o público brasileiro. E olleh sabe disso. "Eu acho que Dioud é uma boa pessoa e um ótimo jogador", afirma.
Sonho
Questionado sobre qual seria o seu sonho, olleh deu uma resposta diferente da que os cyber-atletas costumam dar. Nada de títulos, recordes pessoais ou carreira de sucesso. "Meu sonho é ser um exemplo para as crianças, porque eu não tive um modelo quando era jovem".


Fonte: MyCNB
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