sábado, 11 de abril de 2015

O que podemos aprender com a UOL


Boa tarde galera! Trazendo mais um artigo da Social Gamers pra cá, algo um pouco diferente do que já escrevi, espero que gostem! 
0-2. Esse era o placar contra a Millenium na md5 de promoção, os picks pareciam normais quando o último pick da UOL foi totalmente inédito no palco da LCS, Poppy top, para espanto de todos, inclusive dos narradores. Ali nascia a principal característica da Unicorns of Love, o fator surpresa. Com um jogo totalmente diferente dos outros dois, a UOL venceu em 30 minutos e Vizicsacsi (top laner da UOL) acabou o jogo 8/0/7. Desnecessário dizer que isso automaticamente rendeu o primeiro ban da LCS em uma Poppy. Após mais uma vitória, na partida decisiva para entrar na LCS, novamente um último pick inusitado, Cassiopeia (antes das mudanças e muito impopular na época). O resultado, nós já sabemos, a UOL entrou pra LCS.
ss (2015-04-10 at 04.41.00)

A virada, os picks, o estilo de jogo diferente. A hype (alta expectativa) começava alí.
Com a entrada de Kikis na jungle, inicio da LCS e uma segunda colocação na IEM San Jose já na mala, o que vimos foram os altos e baixos da UOL, sua luta contra sua falta de experiência era visível. Mas o que os trouxe até a LCS, é justamente o que continuava fazendo deles uma ameaça: seus picks.
Os bans contra a UOL aparentam ser meramente uma formalidade contra uma variedade infinita na escolha dos campeões. Sempre inovadores, a UOL atraiu muitos fans em pouquíssimo tempo, mais do que apenas picks e um nome diferente, eles trouxeram um estilo de jogo atraente de se ver, algo que lembra a irreverencia da antiga Moscow 5, nos seus tempos áureos.
Mesmo em um meta atual tão diversificado, a UOL deu um passo a frente (de novo) trazendo picks como Yorick, Udyr e Shaco. Atualmente, nas semi finais da LCS EU, a UOL enfrentará a favorita SK. Vou torcer, e muito, pra ver eles chegando o mais longe possível. Não só pela UOL, mas pelo ensinamento que eles tão trazendo pro cenário competitivo e, principalmente, pra soloQ.
O meta existe sim, e deve ser usado. Mas parte de usar ele, é saber o que pessoas não esperam (ou até mesmo, não sabem) jogar contra. Entenda o meta, mas também, entenda o SEU estilo de jogo, ele é único. O meta deve encaixar em você, do mesmo jeito que você deve se encaixar no meta. Não se prenda a 5 campeões que você acredita que são únicos capazes de obter vitória.
A diferença entre um mero jogador e jogadores profissionais é muito grande, com certeza. Mas isso se aplica também do outro lado do time. Todos podem inovar, e a soloQ é o lugar pra isso. Me lembro de uma vez assistir uma entrevista de um jogador, não vou me lembrar quem agora, que dizia que “a soloQ é onde você vê as coisas mais bizarras dando certo”. É lá que você aprende que talvez AP Shaco top lane seja realmente viável.
Você, seja jogador casual ou de um time tier 2 pode surpreender muitos adversários (até profissionais) com picks inusitados. Não digo casos extremos, mas campeões que simplesmente não estão no meta. Estude o jogo e o meta game e entenda que picks podem pegar seu inimigo de surpresa, que builds, que estilo de jogo, enfim, pense fora da caixa.
E você, qual seu pick inusitado que esconde na manga? Deixe nos comentários!
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Boccato

Sobre o autor:


Gerente de comunidade, torneios e conteúdo da Social Gamers.Fanático por esports e viciado em soloQ.

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