segunda-feira, 13 de abril de 2015

[Opinião] Por que nos identificamos tanto com alguns campeões?


     Quando criança, tudo que eu mais queria era ter poderes especiais, principalmente a telecinese. Eu via heróis como a Ravena dos Jovens Titãs e ficava pensando "eu preciso ser assim, eu quero ter esse poder", chegando ao ponto de, ás vezes, ficar imóvel por umas duas horas e se concentrar só para tentar fazer o controle remoto da TV se mover, nem que fosse um milímetro. Nunca consegui, confesso, mas eu tentava todos os dias.

     Acredito que isso já tenha acontecido com você um dia; o fato de querer ter algum tipo de dom sobrenatural é comum, mesmo em quem já não é mais tão infantil quanto antes (vide fãs de Harry Potter). E claro, nós queremos ser os heróis, aqueles que salvam o dia, que são aclamados como deuses perante os meros mortais, os cidadãos indefesos. Certo? Não. Pelo menos comigo, conforme fui amadurecendo eu ficava cada vez mais fascinado com a personificação do mau e sua psicopatia: os vilões. A personalidade de cada um fazia com que meus olhos brilhassem e revelassem um pouco do meu lado sombrio, o lado que eu queria exercitar inconscientemente mas não podia, e eu tinha certeza de que ele fazia parte de mim. Que fique claro, isso não envolve matar pessoas.

     Meu main no League of Legends é a Lissandra. Por quê? Para ser sincero, eu não tenho a menor ideia. É uma campeã que não tem nada a ver comigo, mas a sua história e toda a sua temática me enchem os olhos por algum motivo. Ela não é vista como uma heroína (apesar de eu a interpretar como uma pseudo salvadora da pátria) e mesmo assim eu criei uma ligação muito forte e com fundamentos. Mas isso não está errado? Desenvolver identificações com representações do mau e do caos? Qualquer psicólogo pode reafirmar o que eu te digo: não. O fato de se encontrar num personagem que encarna a maldade e o pecado só revela esse seu lado sombrio, uma parte sua que você não conhece tanto e que precisa ser explorada para que você saiba controlá-la e até fazer uso de suas virtudes se julgar necessário, e felizmente ela encontrou esse "escape" na identificação com um vilão, despertando esses questionamentos. Portanto, fique calmo, você não é um psicopata por estar fascinado com o Zed.

     Tirando todo esse papo freudiano, o ponto é: não existe uma explicação definitiva para resumir o por quê de algumas pessoas se identificarem com um campeão de League enquanto outras sequer despertam algum interesse em sua mecânica de jogo. Isso vai de cada um. E ressaltando que o gosto não é limitado a generalização, por exemplo: eu posso me fascinar com o visual de um campeão, mas não gostar da sua história, assim como posso amar sua jogabilidade e achar que talvez ele não faça muito sentido tematicamente. A verdade é que todos nós temos um main, e ele não se restringe ao seu ótimo kit de habilidades. Pode até parecer ridículo, mas essa relação de "invocador e campeão" acontece e não há como negar. Viva o Coringa!

     E você? Qual é o seu main e por quê ele se tornou seu campeão favorito? Escreva aqui nos comentários, pois já que expliquei a minha, agora estou curioso para entender a sua psicopatia.

Este texto não reflete a opinião oficial da Pwn3ed. Suas informações são de total responsabilidade do autor.


Jaum

Sobre o autor:


Redator da Pwn3ed, 16 anos e nascido no interior de São Paulo. E não, eu não falo poRteira.
Comentário: galera, fiz um texto mais curto dessa vez para ver o feedback, o que vocês preferem? Abraço ;)

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