domingo, 31 de maio de 2015

[Opinião] Sion, o zumbi consciente


  Várias criaturas mitológicas tiveram os holofotes sob suas cabeças em algum período de existência da humanidade. Desde a Grécia antiga até os Transformers, o homem criou (ou não) formas de vida que, de alguma forma, representavam uma ameaça a existência do ser humano no planeta, podendo variar desde seres ultra-inteligentes a alguns que sequer conseguem andar dois passos sem que uma parte do seu corpo caia; são esses que estão "em alta" nos dias de hoje: os tão queridos zumbis.

  Antes de começar a falar sobre o tema, é importante deixar claro que o autor de um livro ou de um filme tem total liberdade para adaptar o monstro em questão aos seus interesses, afinal quem está escrevendo o enredo da história é ele. Então, amigo, sinto te dizer mas a saga Crepúsculo é válida sim, por mais que eu odeio com todas as minhas forças a audácia da autora de construir uma sociedade de vampiros que brilham no sol, não bebem sangue humano e se relacionam amorosamente com eles. Para mim, é o exemplo mais nítido de que algumas coisas deviam se tornar imunes a vibe teen que apavora os amantes da cultura pop. Claro, existem casos em que o conceito da criatura se altera totalmente e o resultado é positivo, assim como o que irei me referir.

  Sion, antes de ser um zumbi, é um guerreiro de Noxus. Sendo assim, toda a sua personalidade e conceito foi desenvolvida para condizer com a república da guerra, que é na sua essência a representação da arrogância, do ódio e da frieza, e depois disso ele é um morto-vivo. O que a Riot fez com o campeão, que antes do remake parecia o Senhor Barriga no auge da diabete, com toda a construção física e psicológica desconexa em respeito a suas origens foi trazer a consistência que faltava. Ele está morto, mas sabe disso. Sion tem plena consciência de que se tornou uma máquina de guerra e não poderá mais ser um humano, que agora vive para matar, diferente dos zumbis padrão que só correm atrás de carne. É, eles fazem isso porque não sabem o que são no momento.

  Explorar a capacidade de um morto-vivo ter consciência mesmo depois de assassinado por um vírus ou seja lá o que for é arriscado. É necessário explicar o porquê disso estar acontecendo sendo que suas funções cognitivas se desativaram, restando apenas o sistema motor e digestório. No caso de Sion, isso fica bem claro: ele se mantém vivo por magia necromante. Todo o sangue do seu corpo é corrompido pelos encantamentos de Vladimir, que não tem interesse em destruir sua capacidade intelectual, e sim usá-la a favor de Noxus nos confrontos desencadeados. Essa parte do seu conceito é bem interessante, pois fica claro que o alto-escalão noxiano também sabe pensar estrategicamente quando quer. Veja bem: ele não é inteligente, e sim consciente do seu estado. Seu raciocínio está deturpado, alternando entre momentos de racionalidade e impulso total (isso fica bem claro nas sua falas),e é exatamente isso que nos permite adequá-lo como zumbi: sua falta de controle próprio.

  Sion é ótimo, não só no kit de habilidades como também na sua lore. Em suma, seu conceito foi muito bem trabalhado nesse remake, criando uma identidade sólida ao campeão. Eu acrescentaria um pouco mais de brutalidade manual para fazer uma referência mais elevada ao conceito dos mortos-vivos, porém não acho que ele seja avulso a categoria. Bah, que seja! Ele ainda é meu matador de reis favorito...

  Concorda com o que eu disse? Você tem uma opinião sobre o novo Sion diferente? Escreva nos comentários o que acha desse campeão e do artigo, mas não esqueça que opiniões diferentes são comuns e todas devem ser respeitadas. Até semana que vem, leitores. o/

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Jaum

Sobre o autor:


Redator da Pwn3ed, nascido no interior de São Paulo. E não, eu não falo poRteira.

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