quinta-feira, 24 de setembro de 2015

[Opinião] Cuidem dos nossos idosos!


  Além de uma verdade universal, essa pequena frase consegue se adequar a inúmeras vertentes, muitas delas presentes no nosso dia a dia: "Quem não se adapta, não sobrevive". Se uma nova fórmula matemática se mostra mais eficaz e segura do que outra, mais antiga, que retrata a mesma resolução, provavelmente a obsoleta só será usada por excêntricos e por aqueles que se recusam a adaptar seus modos aos novos princípios, mesmo que estes facilitem sua vida grandiosamente. Darwin não foi um gênio quando propôs que o mais forte sobrevive... ele apenas observou a natureza e a traduziu.

  Fato é que em todos os anos, desde a criação do LoL, foram criados novos campeões, cada um com suas próprias mecânicas de jogo, história e design gráfico. A inevitável evolução se manifestou em cada novo lançamento, atendendo às necessidades dos jogadores. Novos personagens, novas habilidades, novas possibilidades. Foi se tornando cada vez mais complexo e prazeroso jogar com os recém-lançados, não apenas por possuírem um nível de dificuldade maior, mas também por estarem mais "polidos" visualmente que os campeões mais antigos. Mid lanes com a Ashe deixaram de existir para dar lugar ao combo devastador da Orianna. Corki, como ad carry, deixou de ser viável pois um simples hit do Draven tirava 1/3 da vida do inimigo, na melhor das hipóteses. Assim foi se construindo o chamado "meta".


  Teremos 127 campeões disponíveis quando os Kindred forem lançados. Desses, 40 foram os primeiros. Dos 40, apenas 16 sofreram alterações significativas para recuperar o tempo perdido na Sibéria de Runeterra. Sempre incentivarei a criação de novos campeões, assim como mecânicas inovadoras, mas será que não chegou a hora de um verdadeiro reboot ser iniciado? Chegamos em um ponto no qual 24 personagens dentre 127 se tornaram inúteis e não conseguem se adaptar ao meta, por mais que recebam inúmeros buffs. Em uma visão mais ampla, no mínimo 18,89% do conteúdo de League of Legends poderia ser classificado como obsoleto. Claro que existem pessoas que ainda jogam com esses campeões, e é exatamente por esse motivo que devemos dar mais atenção a eles: fracos ou não, ocupam espaço no coração dos jogadores.

  Tenho plena consciência de que a Riot trabalha com diferentes áreas ao mesmo tempo, e que a criação de campeões nada tem a ver com o rework de outros, mas é tempo de investir naqueles que não conseguem ser usufruídos adequadamente pela comunidade. 127 é um ótimo número para um jogo que suporta, no máximo, 10 personagens por partida. Por que não fazer com que esses dados cresçam da maneira mais proveitosa possível? Não adianta lançar novas mecânicas para novos projeto o tempo todo, porque isso não cobre o rombo de espaço perdido na gama de campeões que não tem presença dentro do universo de LoL. Façam o que Darwin se esforçou para descobrir: adaptem os mais fracos, ou eles serão engolidos pelos mais fortes e não se recuperarão. 

  Acredite em mim, Riot: nós ficamos muito mais satisfeitos quando um campeão que nós já conhecemos, recebe o tratamento que merece. Revivam nosso Urgot, nossa Poppy, nosso Taric. Tornem-os viáveis novamente, pois só assim o número 127 estará completo. O potencial que você, como empresa, tem para reconstruir um personagem do zero já foi provado inúmeras vezes; não o desperdice.

  Gostou do post? Concorda ou discorda de alguma coisa? Comente, aqui em baixo, sua opinião sobre esse tema, que para mim, é um dos mais importantes atualmente quando se fala sobre LoL. Até o próximo artigo o/

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Jaum

Sobre o autor:


Redator da Pwn3ed, nascido no interior de São Paulo. E não, eu não falo poRteira.

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