quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Bem vindos ao Legado - Uma Fanfic de LoL



Olá invocadores!

              É com grande orgulho que venho anunciar a mais nova atração semanal que as senhoritas e os senhores terão daqui para frente!


              Uma Fanfic sobre Legue of Legends!

              Para quem não sabe, Fanfic é uma narrativa ficcional escrita por fãs (nesse caso, eu!) e que se utiliza de personagens e enredos provenientes de outro produto, como filmes, jogos, séries, novelas, quadrinhos e etc. 
Nesse caso, será nosso amado Lolzinho de cada dia e assim que ela acontecerá:

              A história será divida em Arcos com seu início, meio e fim dentro e para alguns personagens, com reflexos para tantos outros Arcos subsequentes.
              Semanalmente estará disponível para leitura um capítulo que será divido em três partes. Ainda estou vendo os dias que essas partes serão publicadas, mas no momento penso que elas serão liberadas nas terças, quintas e domingo.
              O tamanho de cada uma pode variar com o que está programado para ser contato, mas levando em consideração que quero algo em constante contato com vocês, provavelmente não será muito grande.
              Entretanto, a historia sim! 
Ela será grande, poderosa, rica em detalhes e tramas. Esperem ver seus personagens favoritos de LoL dentro de um enredo que mescla o melhor de GoT com Senhor dos Anéis.

              Estou tomando como ponto de partida o renascimento do Imperador Azir.
              E, sem mais delongas, aproveitem a leitura!



Escrito por:. Glauco “Voronwe” Vasconcellos 
Revisado por:. Rennan Wesley "Yori" Godoi Pereira 


 



ARCO I


Capítulo I
Sangue & Destino

Sinto-me estranha...
Aérea...
Descoordenada...
Está tudo escuro...
Meu copo não obedece meus comandos e...
e...
 espere!
Sinto... água!
Estou cercada por água!?
Onde estou?
Onde estou?!

SIVIR
-
 Parte I


O ambiente era úmido e escuro. O que um dia fora um belo e imponente palácio, o alicerce do antigo império de Shurima, hoje se resumia a uma fétida catacumba, castigada pelos os anos de abandono.
Próximo a um antigo obelisco, tombado e em pedaços, afundado sobre as areias do esquecimento, uma peculiar laguna, que irradiava um brilho azulado bem suave, era o último resquício de vida e beleza presente naquele lugar.
Boiando em seu centro, uma linda e jovem mercenária de cabelos negros, densos como a noite, chamada Sivir, dormia profundamente enquanto um largo rasgo em suas costas era, aos poucos, por meio de uma estranha aura mágica, cicatrizado.
Sobre uma irregular elevação, um monte de rochas quebras e empilhadas, uma figura humanoide com fortes traços de ave em seu corpo e, principalmente, em sua face, observava, completamente imóvel, uma grande estrutura redonda a sua frente.
Um leve gemido ecoou pelas paredes daquela caverna apocalíptica enquanto Sivir abria, vagarosamente, seus olhos. Desorientada, procurava maneiras de entender o que havia acontecido.
Reunindo forças, a jovem ergueu-se e permaneceu sentada, apoiada em um de seus braços enquanto uma de suas mãos esfregava o local onde, há pouco, um profundo corte jorrava em sangue e esvaia sua vida.
A gélida água da laguna escorria de suas longas madeixas através de seu colo e costas, realçando sua bela e bronzeada pele.
Ainda em choque, a jovem fitava o lugar lembrando de todo o horror que acabara de presenciar. As antigas e lendárias figuras que em outrora eram apenas histórias dos trovadores estavam vivas e soltas no mundo.
Ao virar o rosto, Sivir fitou aquele peculiar e alto humanoide. A criatura trajava roupas em tons escuros, em sua vasta maioria azul e roxo, porém o que realmente chamava a atenção eram seus belíssimos adornos ao longo de seu peito, ombro, braços e cintura, cravejados com largas jóias azuis, bem como sutis fitas que se prendiam em sua manopla.
- Finalmente acordastes, filha de Shurima. – Escutou Sivir em seus pensamentos.
Permanecendo estagnada, a jovem nada disse.
Após alguns minutos em silêncio, tomou coragem e, balbuciando, perguntou:
- Quem... quem é você?
Ao se virar para encará-la, a criatura anunciou com uma voz firme e imponente, sem mexer seus finos e curtos lábios, praticamente ocultos pelo seu bico:
- Eu sou Azir, o Imperador de Shurima.
- Azir... – repetiu baixo ao desviar o olhar – As lendas! – exclamou em um estalo ao se lembrar - as lendas sobre você... São todas verdadeiras? – Perguntou ao se levantar.
- Infelizmente, apenas lendas nos dias de hoje, pois vejo através de ti que aquele mundo não existe mais, bem como Shurima.
“Através de mim” pensou Sivir ao encarar as águas daquele pequeno lago cristalino, que agora cobria apenas sua canela e, em um breve momento, soltou:
- Você me salvou? Por quê?
- Nós salvamos um ao outro.
- Como? – Perguntou dúbia.
- Teu sangue. Tens sangue ancestral, filha do deserto. És, assim como eu, filha do Sol. Tu me trouxeste de volta a vida, após todos esses anos. E agora, olhando para ti, percebo um propósito muito maior no fardo implicado a mim.
- Eu não entendo. – Disse vaga.
- Vais entender, minha criança, vais entender. – Afirmou Azir ao se virar para aquele imenso circulo em suas costas.
O imperador levantou as mãos e, vagarosamente, toda aquela estrutura começou a se mover para a direita, revelando, no final, uma escura e fria passagem.
- Pegue uma tocha e me acompanhe, minha criança. – Ordenou ao apontar para uma pilha de entulhos próxima a Sivir.
A mercenária revirou o chão e achou uma antiga tocha, completamente seca e empoeirada.
- Como eu vou conseguir acender – começou a jovem. Porém, como mágica, antes que pudesse terminar, uma forte chama começou queimar – Ah, certo.
- Vamos. – Disse o Imperador ao entrar no túnel.
Ainda que não tivesse certeza do por que, Sivir sentia uma enfadonha verdade, não só nas palavras de Azir, mas como nele próprio, e, ainda que hesitante, o acompanhou após escalar aquela pequena elevação onde o imperador estava segundos atrás.


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