quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Fanfic: Legado - parte 3




Olá invocadores!


Antes de darmos continuidade a terceira (e útima) parte do primeiro capítulo, vamos a um pequeno recado:

Por divergências criativas e administrativas, a fanfic Legado não mais será postada na Pw.
Antes de mais nada, agradeço o espaço cedido aqui pela a equipe PW e para aqueles que quiserem continuar a acompanhar o que vem por ai no Legado (pois não, ela não vai parar!) pode procurar maiores informações em: www.facebook.com/summonerschannel

Caso tenha perdido a parte 2, não se preocupe!
Acesse aqui e seja feliz!



Escrito por:. Glauco “Voronwe” Vasconcellos





ARCO I



Capítulo I
Sangue & Destino

Exercito antigo, dourado com o sol, sagrado como a vida.
Exercito antigo, responda-me, a tua ainda estás extinta?
Não, eu respondo.
Não, eu afirmo.
Volto a bater, pulsar e clamar.
Volto a ser, desejar e cobiçar.
Há dois eu obedeço,
Há dois eu respeito.
O antigo e o novo,
Filhos do destino,
Sejam vós os dois eleitos.

SIVIR
-
 Parte III


...
...
...
- Levante-se, filha do deserto. – escutou Sivir abafadamente - Levante-se. – Escutou novamente, ao mesmo tempo em que sentiu as frias garras de Azir a ajudando a se levantar.
A jovem estava completamente tonta e desorientada, sentia-se enjoada e sua visão era turva.
- Entendestes agora, minha criança? – Perguntou o Imperador ainda escorando a jovem.
- Eu vi... – balbuciou admirada e espantada, se recuperando lentamente do choque causado por sua visão – Eu vi...a cidade...e...e...
- Sei bem o que viste, filha do sol. – Cortou acalmando a mercenária.
- Era incrível! - Afirmou em êxtase, se desvencilhando de Azir, andando poucos passos em direção a lugar nenhum.
- Como nada existente mais nos dias de hoje é. – Completou.
Acalmando-se, Sivir olhou ao seu redor e voltou à realidade em que se encontrava: uma tumba, ainda que repleta de tesouros, morta e sem vida. Dragando-se a uma feição apática, ela questionou ao encará-lo:
- Foi tudo uma ilusão? Uma miragem ou aquilo era o passado?
- Não! – respondeu altivo – Aquilo é o futuro.
- Como é possível? – Inqueriu incrédula.
- Testemunhe. – Disse ao dar as costas a jovem, subir os curtos degraus do platô e, ao alcançar seu antigo cetro, tomá-lo para si.
Inicialmente, Azir apenas admirou a peça, enquanto a girava pelos seus enferrujados dedos, se lembrando de como manusear a arma. Logo em seguida, realizou dois longos giros sobre sua cabeça e a rebaixou com violência, chocando sua extremidade inferior contra o solo, provocando uma suave onda de choque que, mesmo não podendo ser vista, foi sentida por Sivir e fez as areias da tumba oscilarem a centímetros do chão.
Com o passar do abalo, as areias começaram a se juntar em pequenos montes, espalhados por todas as direções, em centenas de unidades, enquanto remexiam-se em um suave turbilhão. Gradativamente, a intensidade foi aumentando até que os montes ascenderam e tomaram a forma de soldados armados com lança e escudo.
Sem nenhuma distinção de tamanho, todos eram iguais entre si. Suas armaduras, pomposas e opulentas, bem como suas armas e escudos, eram todos feitos de areia que, opaca e sem brilho, se comportava de maneira sólida como aço.
- Observe minha criança, observe nosso Legado. – Afirmou Azir com orgulho em sua voz, enquanto todos os soldados, ao mesmo tempo, como um bloco, se armaram em prontidão com sua lança em frente ao escudo, restes o próximo ao corpo.
Sivir encarou aqueles soldados de areia com espanto e fascínio.
- Não se engane em saber que isso é uma mera demonstração, uma fração simbólica do que o Legado pode fazer e construir. Porém, nossa revelação não pode ser vã. Precisamos atrair a atenção de nossos inimigos, trazê-los até nossa porta e assim revelarmo-nos. – Articulou ao fazer um gesto de levante como as mãos.
- Inimigo? – Averiguo Sivir.
- Aqueles que roubam a tumba de um imperador e traem a confiança de outro, tentando sordidamente assassiná-la por cobiça, devem ser punidos.
- Cassiopeia... – Disse entre os dentes.
- Não apenas ela. Vejo através de ti que atrás de sua persona se esconde as ações de todo um império.
- Você pode ler minha mente? – Questionou a jovem mudando, momentaneamente, o foco.
- Não, apenas consigo ver através de seus olhos o que seu interior quer me mostrar.
Sivir pareceu confusa, porém ao mudar novamente o foco da conversa, ela quis saber:
- O que fazer?
- Eu nada. Você terá de encontrar o caminho para liderar Shurima. Os próximos passos serão seus, não mais meus, minha criança. Uma Imperatriz deve ter um povo para apoiá-la, um povo para governar. Mostre piedade a Shiruma, mostre sua compaixão. Mostre a eles uma Shurima hoje subjugada perante as forças de outros e mostre a eles o que, verdadeiramente, Shurima pode ser.
- Mas... – Começou, porém de imediato fora interrompida.
- Nesse tumba tu encontrarás tesouros e riquezas suficientes para o que vejo que já planejas fazer. És uma mercenária modifica e moldada pela a árdua vida do deserto. Uma vida sem compaixão e amor, porém sinto que conseguiu encontrar paz em seu coração ao ajudar aqueles que, veladamente, mantém sobre sua proteção. Percebo que já tens os meios e, agora, as ferramentas necessárias para fazer o que queres há muito tempo fazer, mas uma coisa é certa: traga Cassiopeia até Shurima. Traga-a arrastada na frente de todos. Provoque a ira do inimigo. Deixe que eles a sigam até aqui e então mostraremos a todo o mundo conhecido à nova Shurima que se erguerá.
Sivir pareceu um pouco confusa. Em suma as observações iniciais de Azir estavam exatas sobre sua pessoa e, de certo modo ela já sabia o que, inicialmente, iria fazer. Porém governar e ser uma imperatriz nunca foram parte de seu plano.
Deixando de lado o indesejável fardo, Sivir pesquisou:
- E você, o que fará?
- Tenho assuntos pendentes com aquele me traiu. Xerath... – Disse fechando seus punhos – Preciso encontrá-lo e trazer justiça sobre seus covardes atos contra a mim e a meu finado povo. Também tenho uma responsabilidade a cumprir para com Nasus e Renekton, antigos servos de Shurima que sucumbiram a um cruel e amaldiçoado destino. – Findou ao encarar o vazio. No entanto, ao perceber um leve traço de apreensão na face de Sivir, ele continuou:
- Não se preocupe, estarei sempre contigo e quando necessário pode me encontrar e teus pensamentos. Ademais. – Sugeriu ao fazer um pequeno gesto com a mão, um suave giro com o pulso, que iniciou um acanhado turbilhão centímetros a sua frente.
Exatamente como acontecera com os soldados, ela foi se espiralando e aumentando gradativamente sua intensidade. Porém dessa vez o que se formou foi uma arma que, lembrando a estrutura de uma cruz, unidas por um circulo aberto em seu centro, tinha lâminas extremamente afiadas em suas pontas, que se abriam em dois conjuntos nas laterais.
A arma era, diferente dos guerreiros, dourada e sua lâminas extremamente prateadas e polidas. Mas o que realmente chamava a atenção era o brilho esverdeado que apresentava as quatro jóias que, incrustadas no circulo por onde Azir a segurava, pulsavam como se tivessem vida própria.
- Pegue-a. – Disse o Imperador ao entregar a arma a jovem – Que tal arma, provida do Legado, a sirva bem em seu propósito. Lembre-se que para tê-la perto de ti, basta um punhado de areia e a força de seu desejo. – Concluiu.
- É leve! – Exclamou ao tomá-la, admirando-a com respeito e fascínio.
A jovem testou os ensinamentos de Azir e pensou em se livrar da arma. Instantaneamente, ela começou a se dissolver em areia e se desfez, diluindo-se no ar e misturando-se as areias abaixo de seus pés. Sivir deu um largo sorriso e voltou a encarar o Imperador, porém se surpreendeu ao perceber que ele não estava mais lá, bem como seus arenosos guerreiros.
A jovem mercenária olhou ao seu redor e sentiu-se vazia, como nunca antes na vida, cercada por todo aquele ouro. Vasculhou o ambiente e encontrou uma antiga bolsa de couro marrom, rasgada e maltrapilha, e a encheu com algumas pequenas peças de ouro e muitas moedas.
Aquele era o primeiro passo da nova Sivir que, renascida da fonte da vida, tentava se acostumar com a ideia de ser Imperatriz.
         
 
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